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Ahã! Não é que resolvi contar a parte II?! E essa parte se confunde com os principais e mais felizes momentos da minha vida – o nascimento dos meus filhos. Sim, o Job e a Mel para quem eu fiz esse blog.
E a parte II começou logo assim que eu voltei da lua de mel. Eu já estava grávida de 5 meses, ainda não sabia o sexo, e muito menos tudo o que um filho iria me proporcionar! E eu passei todo o tempo entre a lua de mel e o nascimento do meu filho trabalhando, e muito. Era um tal de sobe serra, trabalho, desce serra, casa-marido-gravidez-preparativos, indisposição, sobe serra, enfrenta fiscalização da vigilância sanitária, sucesso na empreitada, pé inchado, consulta pré-natal, exames, pressão arterial subindo (ui, que parte ruim, muito ruim) e meu obstetra quase ficando louco porque eu precisava parar, descansar, pernas pro ar pra desinchar e terminar os preparativos para o nascimento do meu filho e me acalmar pra pressão estabilizar … Até rimou, mas eu desobedeci!
Era um turbilhão de pensamentos, inseguranças, indecisões, excesso de sensibilidade que, acho eu, qualquer mulher grávida passa e comigo não foi diferente. Quando em outubro eu descobri o sexo, uma das coisas que me pertubavam foi definitivamente solucionada – o nome que eu daria ao bebê. Parece incrível, mas para mim essa foi uma tarefa muito difícil. Todos os nomes que passavam na minha cabeça e aqueles que as pessoas falavam me causavam uma sensação esquisita de enjoo. Nada agradava. Meu marido opinava, mas não ajudava muito. E foi na sala da clínica onde eu estava fazendo a ultrassonografia, depois de um feliz e sonoro “é um menino”, eu me decidi. Já saí dali dizendo pro meu marido que o nome do nosso filho seria Job, como o dele e que o quarto teria suas paredes pintadas em duas tonalidades de azul. Duas resoluções de uma vez só (rs). Ainda faltava muita coisa para solucionar e eu fui resolvendo aos poucos com a ajuda do Job, da família e dos amigos. Umas soluções aqui, umas comprinhas ali … Entrei de licença no dia 6 de fevereiro e o meu filho nasceu no dia 12 e nesses seis dias eu tive que me virar para acabar de fazer tudo que (ainda) faltava e ainda por cima fazer algum repouso pra ter um parto feliz. E foi assim. A história e fotos do nascimento do Job Junior virão em outro post.

Eu sou detalhista para contar histórias e aqui não vou conseguir ser diferente. Vou me conter ao máximo que puder e vou facilitar dividindo essa história em partes. Então vamos lá.
Era setembro de 2002. Eu trabalhava em Petrópolis e estava a 6 meses sem namorado. Para quem já tinha tido 4 namorados (oi?), e entre eles não houve espaço de tempo significativo (eu saía de um namoro e logo entrava em outro rsrs), 6 meses já era suficiente para eu quase me deprimir. Eu já estava mesmo entrando num processo de depressão, pois eu morava sozinha, numa cidade fria, com poucos amigos e todos comprometidos … foi por um triz. Daí que um belo dia, recebo um convite para comemorar o aniversário de uma amiga numa boate no Rio que eu amava (infelizmente não existe mais): Rock in Rio Café. Decidi que iria e combinei tudo com essa minha amiga. Era numa sexta-feira, 21 de setembro. Saí do trabalho, corri numa loja no centro de Petrópolis, comprei sapato e roupa e voltei pra casa pra me arrumar. Bateu uma indecisão, uma vontade esquisita de não ir, mas mesmo assim eu tomei um banho, sequei os cabelos, maquiei e me enfiei na roupa. Olhei o espelho e odiei o que vi. Eu andava meio “de mal” comigo. Despi e deitei na cama pra dormir. Meu telefone tocou umas 50 vezes. Era a minha amiga botando pilha (Deinha … Tô falando de você!) e insistindo para que eu fosse e eu retrucando com meu desânimo, preguiça, sei lá. De repente, bateu uma voz no meu ouvido dizendo: vai, hoje é o seu dia. Vc vai encontrar o que quer lá! Pulei da cama, refiz a maquiagem, me enfiei na mesma roupa, tudo isso ao som do “Festa Pronta” no CD player. Era o tipo de música que tocava naquela boate, era o aquecimento … Pronta e já me achando linda, peguei o carro e parti para descer a serra. Nem acreditei quando desabou um temporal que eu mal via a estrada. Isso quase me fez voltar pra casa, mas alguma coisa me impulsionava a continuar no caminho. Consegui chegar na boate já era quase meia noite. Se fosse meu dia de cinderela, tava quase na hora de eu virar gata borralheira … Incrivelmente a chuva parou exatamente na hora que estacionei. Ah, só podia mesmo ser o meu dia! Entrei na boate caçando o que eu queria: meu príncipe encantado. Não demorou para eu ter uma visão muito agradável de um moreno, alto, bonito e sensual … a solução do meu problema! Gente, foi paixão a primeira vista! Daí comecei a fazer o que me restava: tentar a aproximação. E foi a parte difícil. Por mais que eu tentasse, ele sequer me olhava. Era rídiculo: eu fazia gestos, jogava charme, dançava na frente dele, nas costas dele e nada … E tocou a música “Can’t take my eyes off of you” e eu dancei, cantei e fingi jogar o laço (igual um cowboy para laçar o boi) em cima dele … acho que foi a tacada certeira, mas mesmo assim ele permaneceu de longe. Fez um sinal com o dedo me chamando, mas daí já era moleza demais né? Então eu retruquei da mesma forma, usando o dedo para dizer que não ia, mas chamando para perto de mim. Aperto de mão, beijinho no rosto, meia dúzia de conversa jogada fora e beijo na boca. Confesso que senti que aquilo não era só para aquele momento e eu estava certa! Tudo aconteceu muito rápido: namoro iniciado na semana seguinte, morando juntos no mês seguinte, grávida 7 meses depois e casada há exato um ano depois, precisamente em 21 de setembro de 2003. Foi uma cerimônia linda e muito emocionante, com poucos convidados mas todos muito especiais tanto para mim quanto para ele. Para marcar ainda mais aquele momento, eu entrei no salão ao som de “Can’t take my eyes off of you” tocada no violino … Lindo!
Casamento
A lua de mel foi presente de um dos nossos padrinhos. Fomos para um hotel em Nova Friburgo onde incrivelmente só tinha nós dois de hóspedes. O hotel era só nosso e pudemos aproveitar bastante o que seria nossa última viagem a dois. Basicamente, a nossa história a dois (a três na verdade, pois o Junior já estava no barrigão …) termina aqui. Em breve, a parte II.

Dois tão perto assim? O que quer dizer isso?
Eu explico. Job e Mel são meus filhos de 5 e 3 anos respectivamente. Tão perto assim porque:
1) Estão sempre muito perto de mim. Isso não significa que passo 24 horas com eles. Eu trabalho, o pai também. Eles ficam na creche-escola 12 horas por dia. Depois desse tempo, eles ficam bem perto de mim, de nós; e nos fins de semana, grudados feito carrapatos …
2) A diferença de idade (2 anos) entre eles é bem pequena. Eu acho … Nada programado e nem “ato de coragem” como algumas pessoas costumam me dizer. O fato é que aconteceu assim. Eu engravidei da Mel quando o Job estava com 1 ano e 3 meses e ainda amamentando … Loucura total! Essa história, na íntegra, é para outro post.
3) A data de nascimento deles é quase junto, ou seja muito perto. Job é de 12 de fevereiro e Mel é de 6 de fevereiro. Job nasceu de parto normal e a Mel foi cesareana, mas mesmo com essa data já marcada, a bolsa estorou em casa às 23:55 h do dia anterior (5 de fevereiro). Era pra ser mesmo naquele dia, né? Isso também é história para outro post.

Por causa dessas 3 coisas, eu acabei escolhendo esse nome pro blog. Tá explicado? Gostou?

A partir daqui, vou começar a contar as principais histórias da nossa vida desde o início, cronologicamente, digamos assim. Sei que vai chegar o momento de contar o presente, mas acho que vai ficar mais fácil de acompanhar se conhecerem o passado, que nem é muito distante assim. Sempre quis registrar minha história … Teria sido mais fácil se eu tivesse conhecido o mundo blogueiro a mais tempo, mas como não foi assim, o momento é agora.

Já faz tempo que eu estou querendo escrever um blog! Algumas coisas me impediam – se é que posso dizer assim – de prosseguir na idéia. Daí, parei, analisei e cheguei à seguinte conclusão:

1) Excesso de preocupação com a exposição: O blog vai ser meu, então posso muito bem escrever o que eu quiser e como quiser. O nível de exposição vai estar sob meu controle.

2) Falta de tempo ($): Encontrei uma maneira bem barata de blogar.  Pra falar verdade: grátis e ainda por cima no wordpress…

3) Falta de tempo mesmo: Quem foi que disse que eu tenho que manter o blog atualizado??? Então escrevo quando e se tiver tempo.

4) Medo de nunca receber um comentário sequer: E daí? Estou escrevendo pra mim mesma porque sei que é uma boa maneira de gravar as lembranças. Se alguém comentar vou adorar, mas se não,  fazer o quê?

5) Perfeccionismo: Como não sou expert em informática e mesmo assim fico reparando o “design” de blogs alheios, bateu a paranóia … E daí, o blog é meu, então faço da maneira que quiser e puder! Se alguém se habilitar em ajudar, tô aceitando!¨

6) Não saber por onde começar: Que tal começar do começo? Comecei!